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Por que não falo de amor?

by junho 05, 2023

 


Autor: Voctor Garcia Preto

Às vezes me perguntam porque não falo diretamente de amor, embora escreva muito sobre o assunto. 

Muitos me perguntam se eu já tive um grande amor. 

E não sei qual é a resposta concreta. O que posso afirmar é que já vivi inúmeras experiências. Dos amores não românticos, fui muito feliz. Com minha família, minhas sobrinhas e até alguns amigos. Dos amores românticos, a questão não é tão simples. Vivi algumas aventuras, a maioria não se pode chamar de amor.  

No texto anterior a esse portal, escrevi um texto em que afirmo que está se banalizando sentimentos, inclusive o amor. Reafirmo aqui e por tanto, não quero cometer esse erro. O amor não brota tão simplesmente. Não amamos todo mundo. 

 

Mas a verdade é que o relacionamento com pessoas pode ter seu lado frustrante e doloroso, mas é maravilhoso. A troca de experiências, conversas, atitudes que não teria sozinho, além da parte física e fisiológica. Mas apesar de tudo isso, é evidente que muitos relacionamentos e sentimentos não são amor. Embora possam significar algo importante. 

 

Com o passar do tempo, reflito sobre as experiências vividas e se vezes em que achei sentir amor, era esse sentimento realmente. Mas uma vez afirmo que não sabemos de fato definir um sentimento. Apenas acreditamos que sabemos. 

 

Fui amado muitas vezes, nos amores não românticos. Dos românticos, talvez duas. Posso ter amado três vezes, talvez apenas ache tenha amado. Já fui correspondido e não correspondido. Já correspondi e não. Já bati com a cara na parede, ou encontrei a porta aberta. A vida é dessa forma. Feita de riscos.  

 

O mais importante, é não dever nada a ninguém. Muitas vezes as pessoas querem saber mais da nossa vida do que devem. São curiosas, se preocupam mais com a vida alheia o que com as próprias. Deixo um pouco dos meus sentimentos, das mulheres que amei, dos amores que vivi, nos meus textos. Mas todos saberão até onde eu permitir.  

Pequenas pessoas do dia-a-dia

by dezembro 21, 2022

 


A vida não é feita apenas de grandes acontecimentos. E fatos históricos, de reflexos impactantes. E o mesmo vale para as pessoas. No cotidiano, convivemos com pessoas que não tem importância exponencial. Pais, companheiros (s), filhos (a), alguns outros entes e amigos são pessoas de altíssima relevância em nossa vida. De impacto incomensurável. Contudo, convivemos diariamente ou pelo menos constantemente com inúmeras pessoas que não aderem a mesma relevância, longe do protagonismo desses mencionados. Contudo, esses "anônimos" de forma imperceptível, possuem grande contribuição para nós, para nossa vida e reciprocamente temos na delas. 

Indivíduos que nem sempre lembramos para algo importante, que não farão parte dos nossos planos ou estarão nos nossos sonhos. Muitas vezes não nos preocupamos com inúmeras ocasiões. Não me refiro a desconhecidos. Esses "figurantes" são pessoas conhecidas, que conversamos frequentemente, até nutrimos alguma simpatia, mas a dimensão da relação é menor. Não é um grande amor ou uma grande amizade. No máximo algo um pouco a mais do coleguismo. Por mais que até respeitamos, gostamos de conversar, e temos alguma informação sobre a vida da pessoa, em geral, na prática, no espremer dos ovos, sua presença é indiferente ou pelo menos aparentemente.
Do mesmo jeito que cada grão é importante, mesmo que sozinho seja imperceptível, são essas pessoas, que de forma discreta contribuem para nosso dia-a-dia. E até para subirmos degrau. Embora seja fato que lamentavelmente será esquecida. 
É dessa forma que segue a vida. Foco em alguns aspectos. Descasos com outros. Embora as relações mencionadas sejam menores, após algum tempo, com situações específicas, a atenção desse tipo de pessoa nos ajuda no cotidiano. E lentamente, quando não correspondida, pode criar sensações desconfortável.
Desprezemos e somos desprezados constantemente. Como se fossemos aquém de tudo.
Perdemos a chance de aliviar o sofrimento do próximo, de no mínimo uma pequena atitude para melhorar o dia de alguém. Matamos possivelmente estreitamentos de relações e um dia, nos queixaremos de solidão.

  

Sobre o Autor: 
Victor Garcia Preto   
Formado em Ciências Contábeis. 29 anos, Resido Ribeirão Preto.  Tenho um perfil de textos no Instagram: @textosinceros. Segue lá.

              

Vamos olhar com maturidade para o diabo

by junho 29, 2022



Texto de Victor Garcia Preto
 
Precisamos amadurecer nossos conceitos com relação a uma figura tão temida e tão explorada. O Diabo.
Há quem acredite que a visão mais madura possível é ter a concepção de que ele não existe. Discordo. Pelo menos, parcialmente.
É fato que em muitos momentos as pessoas culpam o diabo e qualquer elemento sobrenatural pelos seus próprios erros e frustrações. Mas é preciso separar cada aspecto. "O maior truque já realizado pelo diabo foi convencer o mundo de que ele não existe", atribuída a Charles Baudelaire (1821-1867), também é uma frase bem famosa.
Minha linha de raciocínio parte da perspectiva cristã, que ele existe. Ou pelo menos, existe o mal, a ausência do bem, que em nossa mente limitada, personificada em sua figura.


E a questão está simplesmente nesse ponto. O diabo não é assustador. Muito pelo contrário. Não estou afirmando que se trata de uma criatura legal, que deve ser menosprezado ou causar simpatia. Mas a ideia de uma criatura com aspectos humanoides e de animais, pelo vermelha, rabo, par de chifres e cheirando a enxofre é uma visão imatura do "inimigo". O diabo não tem a aparência de um vilão de uma animação infantil. Sua aparência é nobre, atraente e cativante. Ele não parece ser o que é. Causa muita confusão.


Pode ser difícil admitir, mas ele é belo. É gentil, suave e tem a fala doce. É praticamente alguém acima de qualquer suspeita. É o sorriso encantador, a música relaxante, o beijo saboroso. Manipula, e propaga seu discurso através de instrumentos manipulados. Sua perversidade está camuflada nas falas da menina virgem, do rapaz inocente, das pessoas aparentemente sensatas. Se apropria das dores humanas para distorcer suas causas e consequências. Manipula o discurso dos injustiçados ou dos que parecem ser. É a traição com um beijo. A declaração de guerra jogando rosas para o alto. A tragédia anunciada através de piadas. Veio para confundir. Por isso sua aparência - física e comportamental - é totalmente oposto de sua essência.


É obvio que em muitos momentos, líderes religiosos são instrumentos de sua perversidade. Mas muitas vezes aqueles que os combatem. Escritores, dramaturgos, cidadãos de bem. Todos já serviram de alguma forma aos planos dele, muitas vezes por inocência, em outros, por diversos motivos.


O diabo é o amigo descolado, que apresenta um mundo fantástico, porém, ilusório. Em sua companhia tudo é diversão, relaxamento e soluções para todos os problemas do mundo. É o mundo ideal, até o vício em drogas, as dívidas e a ausência de saúde se mostrarem consequência. Deus é a figura paternal. Muitas vezes quem "poda" nossas asas, nos impede de realizar determinados desejos, muitas vezes é "careta". Porém, é o que nos impede de fazer besteiras. Muitas vezes a figura de Deus pode aparentar ser retrógada e ultrapassada. Enquanto a figura diabólica como a vanguarda, a ruptura com o velho mundo imperfeito com a nova tendência, totalmente "cool", sem as amarras e injustiças de outrora. Uma pena que seja apenas a isca para iludir a humanidade.


Está nos pequenos fatos do dia-a-dia, nas pequenas curvas e vírgulas. Naqueles minúsculos erros que aparentam não causar problemas. Tem bons argumentos, que inicialmente parecem fazer sentido. É intolerante, mas prega o amor. Em seu discurso se preocupa com as causas sociais, mesmo estando olhando sempre para o próprio umbigo. Nunca revela suas intensões, sempre com voltas, com rodeios, com desentendimentos. Sabe muito bem os canais para propagar pequenos fragmentos de sua pervercidade.


Está nas teorias da conspiração e nas acusações de conspiração dos fatos reais. Se faz presente na incompatibilidade de gênios entre familiares. Se aproveita dos defeitos humanos. Principalmente a ingenuidade e a burrice. E nessa perspectiva é preciso ser muito maduro para entender, que em algum momento, todos nós nos deixamos ser manipulados pelo diabo.
No pequeno erro que pode prejudicar ou ajudar a prejudicar o dia de alguém. Na irritação exagerada na fila da padaria, a pequena confusão no trânsito. As ideias estúpidas, que mesmo que sem perceber, incomodam e prejudicam diretamente outras pessoas.


Um abutre que se aproveita de situações peculiares para causar inimizades e intrigas. Em conflitos que aparentemente são irrelevantes para seus planos. E por isso, geralmente não está atribuído a ele. Está nas macro e micros tiranias, daqueles que acreditam ser capazes de representar e/ou controlar um grupo, ou mesmo um único indivíduo. Nos lindos discursos, mas com ações que na prática não se justifica. No pai de família que se torna um leão para defender os seus, mas está errado. Nas histórias mascaradas de bravura, onde se escondem fatos importantes e transforma em puro a podridão.
Atitudes estúpidas, com justificativas nobres. No justiceiro, que se apropria do sofrimento alheio como seu discurso, mesmo com pilares distorcidos da informação.
Está no processo de descredibilizar pessoas que fazem seu trabalho de formiguinha contribuindo para o mundo melhor. Nos puxa-sacos, nos prepotentes, nos soberbos. Nos canalhas. Na distorção do passado, presente e até mesmo no futuro.


O diabo não é o inimigo oficial. É o que pouco aparece, porém, tem muito poder. Algumas vezes visto como um moderador, para equilibrar os "inimigos oficiais" e muitas vezes para corrigir supostas injustiças. E principalmente, nunca tem uma posição definida. Sempre se coloca acima das opções e escolhas.


O diabo é demagogo. O maior de todos. Bajula. Exagera nos elogios. Trata seus potenciais escravos a "pão de ló". Os escraviza pelo ego.


E vale ressaltar que durante muito tempo, o diabo viveu lado a lado com Deus. E com sua perspicácia, faz muitos pensarem que é Deus o traidor. Seu prato preferido é a ignorância.


Suas vestes são a hipocrisia. Seu perfume, a demagogia. Escova os dentes com a incoerência. Se banha com o fingimento.
É a cobra que não rasteja, e tão pouco precisa dar o bote para espalhar seu veneno.
Se uma de suas maiores artimanhas é fazer acreditar que não existe, usar de falsos perigos a serem combatidos como estratagema para causas impuras. É muito fácil cair em seu discurso, o difícil é combatê-lo.


O Diabo não deve ser usado como muleta para todas as nossas falhas, porém, deve obter a importância que merece. E não se deve subestimá-lo, ou tão pouco, enxergá-lo de maneira imatura.
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Sobre o Autor: 
Victor Garcia Preto   
Formado em Ciências Contábeis. 29 anos, Resido Ribeirão Preto.  Tenho um perfil de textos no Instagram: @textosinceros. Segue lá.

              

Nós Escritores

by junho 07, 2022

Nós escritores, temos o dever de buscar retratar a realidade. Parece algo obvio, mas não é tanto.
O mundo pode ser interpretado de diversas formas, a realidade não é relativa, mas a capacidade e/ou boa vontade das pessoas com ela sim. 
E possível se fechar em uma bolha, e enxergar apenas o que está próximo. Ou mesmo, distorcer a realidade para satisfazer seu próprio ego ou amenizar as frustrações. 
Na vida, o mais simples, é fugir da realidade. De diversas formas. Algumas perdendo totalmente a lucidez, em outras, com excesso dela. 
A realidade é complexa. Não é tão simples quanto parece. As simplificações e generalizações podem prejudicar a noção mais ampla dos fatos e circunstâncias. Por isso é tão importante atenção e disposição aos fatos. 
Na vida, independentemente de qualquer processo de criação, é muito fácil se fechar em uma bolha e não enxergar nada além de seu cotidiano, de seu convívio. 
Teoria e prática nem sempre estão de acordo. Há vários mundos dentro da mesma cidade, algumas vezes dentro do mesmo bairro e até da mesma casa. Distâncias geográficas, sociais, ideológicas. Há inúmeros ângulos para se observar o mesmo objeto. 
Qualquer ser humano pode se distanciar da realidade. Seja escritor ou não. 
Por isso a importância de buscar estar sempre conectado, antenado com a situação. Não se contentando em comprar a primeira ou as primeiras versões dos fatos. 
É preciso transcender o senso comum. Buscar análises mais complexas, com maior grau de reflexão. Ir a fundo. Não chegar simplesmente ao ponto mais cômodo. 
Talvez ninguém tenha a capacidade de conseguir representar a realidade de maneira fidedigna. Contudo, é preciso haver um esforço para fazê-la. Transcender as próprias opiniões e ir em busca sincera pela verdade, mesmo que alguns conceitos chegam utópicos. Ter compromisso com análise fria e imparcial e não a que agrade o ego, grupos e amigos. Além dos próprios hábitos involuntários. Colocar questões passionais acima da análise racional. A visão otimista ou pessimista de um fato, sobressaindo as próprias constatações. 
O tempo irá nos culpar por não sermos sensatos, por não buscar um senso, uma forma de transcender a opinião média, que todos repetem. Não apenas ser papagaios da linguagem escrita, mas apontar fatos que ninguém consegue enxergar. Além da mesmice.
Um único texto pode fazer toda a diferença. Para o bem e para o mal.

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Sobre o Autor: 
Victor Garcia Preto   
Formado em Ciências Contábeis. 29 anos, Resido Ribeirão Preto.  Tenho um perfil de textos no Instagram: @textosinceros. Segue lá.

              

Uma sociedade equilibrada sabe andar de bicicleta

by abril 04, 2022

Texto de Victor Garcia Preto   
Uma sociedade equilibrada sabe andar de bicicleta. Início com uma frase provocadora. Mas por favor não se sinta ofendido. Principalmente se você não sabe ainda andar de bicicleta, seja por qualquer motivo. Quando me refiro a saber andar de bicicleta, não é propriamente de forma técnica, mas ao modo com que se anda. 

Saber escrever é diferente de escrever bem ou produzir frases, textos e informações produtivas. Saber dirigir veículos motorizados não necessariamente fará um motorista civilizado. Possuem o conhecimento de que é necessário usar a seta, mas não usam. Algumas atitudes de bom senso e civilidade devem ser usados em qualquer situação da vida. Inclusive para andar de bicicleta.


Não posso dizer que alguns fenômenos acontecem em todo o país, mas em minha cidade, Ribeirão Preto-SP, observo características da maioria dos ciclistas. A questão está quando a atitude de um individuo e grupo pode atrapalhar a sociedade. O exemplo das bicicletas é apenas um. Não se incomode se sentir parte das críticas. Estou propondo reflexão as atitudes, não ofensa as pessoas. Mas senti a necessidade de escrever o tema.


Muitos podem questionar qual o problema atual das pessoas que andam de bicicleta. E está exatamente em não ter dimensão que portam um veículo e embora não seja motorizado (pelo menos de modo geral) e atinja velocidades muito inferiores a outros meios de transporte em geral, ainda é um veículo e reque determinadas atenções. 

Entendo que alguns momentos é complicado, pois a bicicleta nem sempre está adequada para circular junto com carros e demais veículos em vias movimentas e tão pouco para circular em calçadas juntamente com pedestres, somando-se ao fato de haver poucas ciclovias nas grandes cidades brasileiras, incluindo a que resido.
Esse talvez seja o primeiro ponto a ser analisado. Independentemente da forma com que se realize, uma sociedade equilibrada busca formas de viabilizar a circulação de bicicletas. No entanto, o mundo não é ideal, para ciclista e na maior parte dos aspectos sociais, e é preciso se adequar as questões - o que não significa não buscar melhorias - para que todos se respeitem.


Se um ciclista não tem consciência da condição que ocupa, ele pode criar pequenos ou grandes incidentes. É um veículo que não pode se comparar com os demais, mas pode ser danoso para os pedestres. Ciclistas que não respeitam a sinalização dos semáforos, esperando que motoristas e pedestres os entendam. Se colocar em locais que propositalmente atrapalham e impedem carros de ultrapassá-los e muitos outros pequenos deslizes que somando-se contribuem para tumultuar. Ciclistas de todas as classes sociais se unem no descaso com os "diferentes". Dos humildes, que andam descalços com simples bicicletas, os trabalhadores braçais que culturalmente usam o veículo como locomoção para irem ao trabalho, aos mais sofisticados, com veículos mais caros, usando capacete, joelheira, cotoveleira, e outros equipamentos. Todos os grupos - não todos os indivíduos - cometem seus erros.


Se muitas vezes não há o mínimo de consciência com a questão do trânsito, isso se amplifica com relação aos pedestres. Ciclistas pedalando na calçada, muitas vezes em velocidade inconcebível, não se preocupando com os demais cidadãos que a ocupam. São o reflexo de todos os setores e aspectos da sociedade, onde cada individuo olha apenas para seu próprio umbigo, sustentando seus próprios interesses. Exaltam os acertos, e justificam seus erro. No caso das bicicletas, alguns dos prejudicados, se sentem culpados por atrapalharem os ciclistas a atravessarem as calçadas. Até nesse simples exemplo é possível presenciar inversão de valores, seja quando o lado errado se sente certo e/ou superior aos demais ou o lado prejudicado se sentem culpado.


Aprender a andar de bicicleta não significa saber andar de bicicleta. E essa incompetência no ciclismo se acentuou no período de pandemia.
É sabido que muitas pessoas tomavam as medidas sanitárias que as próprias defendiam apenas quando conveniente. Nesse caso, a bicicleta se tornou uma muleta. A desculpa para determinadas atitudes. Por portar uma bicicleta todas as atitudes são justificáveis. Desde descer do veículo em um local público, sem máscara, incomodando os demais, ou mesmo aglomerando. Todo o tipo de circunstância acontece. Com a justificativa de ser ciclista.


Pegar descida em alta velocidade pela calçada, tumultuar com aglomeração, andando a pé e empurrando a bicicleta, impedindo passagem de pedestres, atravessar carros, correndo risco a si próprio e aos motoristas dos veículos motorizados. E outras atitudes. Pode não ser proposital, mas se acham donos do mundo. Com essa questão, todos acabam sofrendo as consequências desse desequilíbrio. E em algumas situações, os próprios ciclistas são prejudicados. Presenciei a queda de um ciclista, que descia uma via pela calçada. Analisei a situação. Se estivesse pela rua jamais escorregaria, devido as condições de lodo acumulado na calçada. Ou seja, esse engessamento e principio de não andar nas ruas prejudica a si próprio.


Nossas ações são construídas nos pequenos detalhes do dia a dia. Em não fumar próximo a pessoas que não gostam do cheiro do cigarro, de ceder lugar no ônibus, de usar a seta quando necessário no trânsito, de respeitar os direitos do próximo e também, da maneira como se anda de bicicleta.


Vale ressaltar que há casos aceitáveis, dependendo da condição, e principalmente quando se trata de crianças. É aceitável em locais específicos e/ou onde dificilmente passam demais pessoas. Mas não é o caso da maioria.


Alguns acharão um caso irrelevante ou colocar muito peso nesses acontecimentos. Porém, são nos (supostos) pequenos detalhes que se constitui os grandes valores. Se o olhar é egoísta. Não constituiremos uma sociedade coletiva, de união e cooperação. Se pessoas não sabem andar na rua, ou melhor, na calçada, o que esperar?
Nos pequenos detalhes, se faz grandes diferenças;


Uma sociedade equilibrada. Com ciclovias, faixas exclusivas para ônibus, guias rebaixadas e rampas para deficientes, calçadas niveladas, ruas iluminadas e bem sinalizadas, segurança pública a todos, lixeiras e pontos de lixo reciclável espalhados pelas calçadas, ruas com asfalto de qualidade, sem desníveis e buracos, com bicicletas com preço acessível a população, mas que também, tenhamos uma população que saiba andar de bicicleta.

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Sobre o Autor: 
Victor Garcia Preto   
Formado em Ciências Contábeis. 29 anos, Resido Ribeirão Preto.  Tenho um perfil de textos no Instagram: @textosinceros. Segue lá.

              

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