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O que é o amor?

by dezembro 01, 2023


 


O que é o amor? 

 

O que é amor? Quando identificá-lo? Qual sua definição? 

A gente não sabe. Finge ou acredita. Mas somos ignorantes. 

Ignorantes nas paixões, nos desejos, nos sentimentos em geral. 

Codificamos as sensações e emoções como podemos.  

Ou dentro de nossa conveniência. 

 

Não duvido que uma mãe ame seu filho. 

Tão pouco estou aqui para criar regras dos nossos sentimentos 

Apenas sei, que se tratando do amor romântico 

Somos todos amadores. Em todos os sentidos 

 

Acreditamos nas mentiras, que ouvimos e contamos 

Procuramos ou fugimos de nossas próprias verdades 

E de uma forma ou de outra, confundimos tudo 

Somos carrascos e vítimas de nossa franqueza sentimental 

 

Nossa vaidade, carência, necessidade 

Ou até mesmo a autossuficiência, nos faz mascarar sentimentos 

Chamamos de amor, de ódio, paixão, apresso 

Nem "saudade" sabemos definir com precisão 

 

Mas não somos totalmente culpados 

Viemos a esse mundo sem nenhum manual de instrução 

Criados por aqueles que também não o possuem 

Achamos que sabemos de tudo. Ledo engano. 

 

Se é paixão, queda, atração física, tesão, admiração 

Busca de aceitação, obsessão, apego, curiosidade 

Empatia, Fascinação, ternura, pena, dó, ou simplesmente vaidade 

Fazemos o bem para o próximo em nosso altruísmo ou egoísmo? 

 

Podemos achar que todos esses sentimentos seja o mesmo que amor 

Confundimos tudo. De propósito ou por conveniência.  

Acreditamos estar amando, por nós mesmos 

Ou para se encaixar em padrões e convenções sociais? 

 

Eu nunca saberei dizer o que é amor 

Talvez quem ame de verdade tenha a certeza 

Mas se trata apenas de uma suposição 

Nem tudo pode ser traduzido em palavras 

 

Criei os meus critérios para defini-lo e/ou identificá-lo 

Sabendo de que será impossível ter uma razão 

Apenas para tentar me entender 

Estabeleci um singelo padrão 

 

Digo que amor é sentir aperto no peito pela pessoa 

De suspirar sem motivo nenhum no meio do dia 

E para aliviar dizer inevitavelmente o nome dela 

De lembrar com carinho todos os detalhes 

 

É estar no meio de uma séria conversa, de um assunto qualquer 

E ser por um instante sufocado por uma agonia 

Lembrando da existência daquela pessoa 

Que por algum motivo não está perto 

 

É ter a maior recaída, quando achar que superou 

É controlar suas emoções, enfrentar suas fraquezas 

Tentar ser alguém melhor para ser digno daquela pessoa 

É sempre desejar um pouco mais...... 

 

Se isso não acontece, defino que não amei 

 

Se tratando de amor romântico 

Todos nós somos estúpidos 

Mas a maior estupidez 

Está em quem nunca amou 

Tristeza

by julho 03, 2023

 


Tristeza! 

Desculpem! Não há outra palavra. 

Embora eu seja otimista 

Os fatos estão evidentes 

 

Cavamos o abismo que estamos mergulhamos 

E qualquer um que alerte é mal visto 

Qualquer verdade dói. Algo fora do padrão incomoda 

 

Com nossa soberba, prepotência, nossos maniqueísmos 

Generalizando e simplificando qualquer questão 

É muito mais confortável ser simplório que profundo 

Se sempre acusando os outros, dos nossos erros 

Baseados em informações que nos confortam 

Nunca indo além, buscando reflexão 

 

Para satisfazer nosso ego, ou agradar alguém 

Compramos um pacote completo de meias verdades 

Discursamos bonito, para aparentar sermos legais 

E escondemos nossas atrocidades 

 

Tudo em que fazemos, somos seletivos 

No que seremos justo, no discurso, até no que se indignar 

Lemos a página do livro que nos interessa 

Não processamos nada do que contradiz 

 

Pouco pensamos em outras possibilidades 

Em buscar entender o próximo 

Principalmente o que no fundo vemos como inimigos 

E que sua postura ou ideias abominamos 

 

Somos radicais ao cometer ou nos cegar para injustiças 

Ou no mínimo na possibilidade de que seja uma injustiça 

É tão prático seguir as ideias mais aceitada em nosso ciclo 

E nos indignamos com o que é conveniente 

 

Somos o que pregamos apenas quando conveniente 

Desgastamos temáticas, mudamos sentido das palavras 

Tomamos verdade de pessoas com posturas questionáveis 

O inferno são os outros, a nós, nada 

 

Para que o desejo de agradar alguns amigos 

Replicando ideias feito papagaios 

Nunca refletindo, pensando na possibilidade de outro lado 

E que quem sabe, nós estamos errados 

 

Comentando com convicção assuntos que não nos qualificamos 

Que não buscamos informações, que não estudamos  

E apesar disso, achamos que sabemos, baseado em conhecimentos duvidosos 

Nos enchemos de nossa arrogância, como se fosse bonito 

 

 

Talvez daqui a cem anos, olhem para nós e enxerguem nossos absurdos 

A falta de capacidade de enxergar o obvio 

O tempo esclarece o que pare claro agora 

E no futuro nos julgarão, com a mesma impiedade que hoje fazemos com as pessoas do passado 

 

No fundo pensamos somente em nós 

Mas fazemos nosso marketing do altruísmo 

Aceitamos qualquer erro, até crime, para não sair de nossa caixa 

E ainda reclamamos que a vida está tão complicada 



Sobre o Autor: 

Victor Garcia Preto   
Formado em Ciências Contábeis. 29 anos, Resido Ribeirão Preto.  Tenho um perfil de textos no Instagram: @textosinceros. Segue lá.

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